0
Skip to Content
Your Site Title
Home
Comunidade
Formação
Experiência
Trilhas Formativas
Quem somos
Conteúdos
Entrar na turma
Conteúdos exclusivos
Your Site Title
Home
Comunidade
Formação
Experiência
Trilhas Formativas
Quem somos
Conteúdos
Entrar na turma
Conteúdos exclusivos
Home
Comunidade
Formação
Experiência
Trilhas Formativas
Quem somos
Conteúdos
Entrar na turma
Conteúdos exclusivos
Psiquiatria em Movimento
Psiquiatria em Movimento
Biblioteca do aluno

Polifarmácia em idosos

Acesso restrito a alunos cadastrados. Informe seu e-mail e a senha de acesso para abrir este material.

E-mail ou senha inválidos. Verifique os dados ou entre em contato com a coordenação.
◀ Voltar à Biblioteca
Este material é de uso exclusivo do aluno matriculado. A leitura é monitorada e identificada por e-mail e data de acesso — não é permitido copiar ou compartilhar este conteúdo.
Psiquiatria em Movimento
Polifarmácia em idosos
PSIQUIATRIA EM MOVIMENTO · BIBLIOTECA DO ALUNO

◀ Biblioteca

Sumário

Roteiro clínico · psiquiatria geriátrica

Polifarmácia em idosos

Critérios de Beers, deprescrição e monitoramento em psiquiatria geriátrica. A revisão percorrida uma etapa por vez, com o fluxograma completo clicável e as tabelas de classes de risco e de substituição.

Psiquiatria em Movimento · Beers 2023, STOPP/START v3 e ACB Scale

Manejo de polifarmácia em idosos

Critérios de Beers, deprescrição e monitoramento em psiquiatria geriátrica. Percorra a revisão uma etapa por vez; o fluxograma completo fica logo abaixo, com os nós clicáveis, e as tabelas de referência ao final.

A lógica da revisãoLevantar tudo o que está em uso, quantificar a carga de risco acumulada, checar contra critérios explícitos (Beers/STOPP), decidir entre manter, trocar ou deprescrever, e sustentar a decisão com monitoramento estruturado.

Revisão passo a passo

Etapa 1 de 9

Trilha das decisões

Fluxograma completo

Clique em qualquer etapa para levar o navegador até ela. A etapa em que você está fica destacada; as já percorridas ficam marcadas.

não sim não sim 1. Reunir todos os medicamentos em uso 1. Reunir todos os medicamentos em usoIncluir prescrições de outras especialidades,venda livre (OTC) e fitoterápicos 2. Calcular a carga anticolinérgica cumulativa 2. Calcular a carga anticolinérgica cumulativaEx.: ACB Scale — soma o efeito de todos os itens,não só de um fármaco isolado 3. O medicamento consta nos critérios de Beers 2023 / STOPP? 3. O medicamento consta noscritérios de Beers 2023 / STOPP? 4. Nenhum item de Beers 4. Nenhum itemde BeersChecar interações eajuste de doserenal/hepático 5. A indicação clínica ainda está ativa? 5. Item de Beers identificadoA indicação clínica ainda está ativa? 6. Deprescrever gradualmente 6. Sem indicação atualDeprescrever gradualmente:reduzir 10–25% a cada 1–4 semanas,desacelerando ao final 7. Substituir por alternativa mais segura 7. Indicação persisteSubstituir por alternativa comperfil de risco mais favorável 8. Monitorar resposta clínica 8. Monitorar resposta clínicaIntervalos curtos (2–4 semanas)durante a retirada ou troca 9. Reavaliar a lista completa em toda consulta 9. Reavaliar a lista completa em toda consultaDocumentar a resposta para orientar decisõesfuturas sobre reintrodução

Beers 2023 e STOPP/START v3 — classes de maior risco em psiquiatria

Os critérios de Beers (American Geriatrics Society) e o STOPP/START versão 3 (2023) sinalizam classes com risco desproporcional em idosos. O STOPP identifica medicamentos potencialmente inadequados; o START, complementar, aponta omissões — tratamentos indicados que não foram prescritos.

ClasseExemplosPrincipal risco em idosos
AnticolinérgicosTricíclicos, paroxetina (Beers); biperideno (STOPP)Risco cognitivo, delirium, retenção urinária, boca seca, constipação — efeito cumulativo com outros anticolinérgicos
BenzodiazepínicosToda a classe; risco adicional com formulações de longa ação (diazepam, clonazepam) pela meia-vida prolongadaSedação, quedas, fraturas, comprometimento cognitivo, risco de dependência
Hipnóticos-ZZolpidem (Beers); zopiclona (STOPP / perfil de classe)Mesmo perfil de risco dos benzodiazepínicos, apesar de estrutura distinta
AntipsicóticosUso em BPSD sem indicação formalAumento de mortalidade e eventos cerebrovasculares em demência; reservar para sintomas graves com risco
Contexto brasileiroO AGS Beers Criteria é desenvolvido para o contexto dos EUA — biperideno e zopiclona não são comercializados lá, por isso não aparecem na lista original. No cenário brasileiro, o STOPP e o perfil farmacológico de classe complementam essa cobertura.

Carga anticolinérgica cumulativa

O risco anticolinérgico não deve ser avaliado fármaco a fármaco: o que importa clinicamente é o somatório de todos os itens em uso, incluindo medicamentos de outras especialidades (por exemplo, anti-histamínicos, antiespasmódicos, alguns anti-hipertensivos). Escalas como a ACB Scale (Anticholinergic Cognitive Burden Scale) pontuam cada fármaco e permitem estimar a carga total — pontuações cumulativas mais altas se associam a maior risco de declínio cognitivo e delirium.

Protocolo de deprescrição

  1. Mapear a lista completa — reunir todos os medicamentos em uso, incluindo prescrições de outras especialidades, venda livre e fitoterápicos; calcular a carga anticolinérgica cumulativa em vez de avaliar fármaco a fármaco.
  2. Identificar o alvo de deprescrição — priorizar por risco: benzodiazepínicos (toda a classe, com prioridade extra para os de longa ação), anticolinérgicos (tricíclicos, paroxetina, biperideno), antipsicóticos usados para BPSD sem indicação formal, hipnóticos-Z de uso crônico.
  3. Verificar se ainda há indicação ativa — perguntar por que o medicamento foi iniciado e se o problema original ainda existe; muitos itens permanecem por inércia terapêutica, sem reavaliação da indicação original.
  4. Escolher a estratégia de retirada — redução gradual de 10–25% a cada 1–4 semanas para benzodiazepínicos e antidepressivos, com reduções ainda menores (≤ 10%) nas doses finais, monitorando sintomas de rebote (ansiedade, insônia, sintomas de descontinuação). Suspensão abrupta só é segura para fármacos sem risco de síndrome de abstinência.
  5. Substituir quando indicado — se a indicação persiste, trocar por alternativa mais segura (ver a tabela abaixo).
  6. Monitorar e reavaliar — acompanhar em intervalos curtos (2–4 semanas) durante a retirada; depois retomar a revisão de rotina a cada consulta, documentando a resposta para orientar decisões futuras sobre reintrodução.

Como aplicar a regra do passo 4

A regra tem duas metades, e a segunda é a que mais se esquece:

  • Ao longo do desmame — cada degrau reduz entre 10% e 25% da dose vigente, a cada 1 a 4 semanas. O intervalo se ajusta à tolerância: havendo rebote, sustente a dose atual antes de descer de novo.
  • Na reta final — as reduções passam a ser menores (≤ 10%) e os intervalos, mais longos. É no fim que os sintomas de descontinuação costumam aparecer, e é por isso que o material pede para desacelerar ao final.
  • Quando a apresentação não permite um degrau pequeno o bastante — alongue o intervalo em vez de aumentar o degrau. Formulações líquidas, quando disponíveis, permitem passos menores nessa fase.
  • Em uso crônico de longa data — cada degrau costuma levar semanas, e o desmame completo, meses. Reduções mais rápidas aumentam o risco de sintomas de abstinência.

O material não fixa um cronograma em miligramas, e com razão: a velocidade depende da dose de partida, do tempo de uso, da meia-vida do fármaco, da apresentação disponível e da resposta do paciente. O percentual é a régua; o calendário é clínico.

Exemplos de substituição por alternativa mais segura

DeParaRacional
Tricíclico
(amitriptilina, imipramina)
ISRS de baixa carga anticolinérgica (sertralina, escitalopram até 10 mg/dia)Menor risco cognitivo e cardiovascular — mas escitalopram e citalopram têm QTc dose-dependente: respeitar o teto de dose em idosos e monitorar hiponatremia
Hipnótico-Z
(zolpidem, zopiclona)
TCC-I e higiene do sono como 1ª linha; trazodona em baixa dose (25–50 mg) apenas se necessárioMenor risco de dependência — mas a trazodona exige monitorar hipotensão ortostática, quedas e QTc: não é isenta de risco
Antipsicótico para BPSDMedidas não farmacológicas antes de reintrodução (estruturação ambiental, manejo comportamental)Reserva o antipsicótico para sintomas graves com risco, na menor dose eficaz
Benzodiazepínico de longa açãoSe a indicação persiste (ex.: abstinência alcoólica aguda), preferir meia-vida curta ou intermediária sem metabólito ativo (lorazepam, oxazepam)Menor acúmulo em disfunção hepática

Monitoramento e reavaliação contínua

  • Durante a retirada ou troca: reavaliação clínica a cada 2–4 semanas, com atenção a sintomas de rebote e de descontinuação.
  • Após estabilização: retomar a rotina de revisão da lista completa a cada consulta subsequente.
  • Documentar a resposta a cada ajuste — a decisão de reintroduzir um medicamento no futuro depende desse histórico.
⚠️ Instrumento de apoio — não substitui o julgamento clínico. A velocidade da retirada, a escolha da alternativa e a decisão de manter ou suspender são do médico que acompanha o paciente, considerando comorbidades, função renal e hepática, tempo de uso e resposta individual.
Fontes de referência

American Geriatrics Society Beers Criteria, 2023 · STOPP/START criteria, versão 3 (2023) · ACB Scale (Anticholinergic Cognitive Burden Scale).

Psiquiatria em Movimento

contato@psiquiatriaemmovimento.com

@psiquiatriaemmovimento